Aprender a ficar sozinho e gostar da minha própria companhia.
Ainda estou exercitando. De certa forma é uma coisa amarga. Ainda que involuntária. Relacionamentos que se iniciam e se vão antes que a rotina e a cumplicidade se assentem e criem forma. Pessoas que se vão e continuam suas vidas, e eu me sinto estagnado, parado no tempo, deixado pra trás. É um gosto amargo. Querer ter um relacionamento mas ter alguma engrenagem aqui dentro que me impede. Destino? Karma? Problemas psicológicos? Falta de porrada? Não sei, talvez nunca saiba.
Porém existem certas coisas que esse estado garante. Liberdade. O direito de ir e vir. A possibilidade de ainda existir a pessoa perfeita lá fora, talvez pensando o mesmo que eu. A possibilidade de virar padre um dia(q?). Independência. Total comprometimento comigo e as minhas vontades.
Pode-se pensar que é um tipo de egoísmo. Mas já tentei não ser, e eis que criei mais discórdia no mundo(ou assim me senti). Talvez agora soe como um pretensioso altruísmo. Não importa, é o que é, assim como a realidade.
Em dias de chuva e céu nublado essa dor vem um pouco mais forte, acentuando a falta de calor humano, de contato físico, da presença de alguém. De alguém com quem se preocupar e vice versa. Mas dá também aquele toque melancólico da paisagem de quem busca algo, algo que não sabe o que é. Uma curva no amanhã, uma reviravolta daqui um mês, um infortúnio, outra dor. Estar perdido sem nunca ter se achado.
Tudo no mundo tem dois lados, as facas, as moedas, as histórias. Nem tudo é ruim, nem tudo é bom. Ying e yang, e essas são as nossas tribulações na Terra, e assim temos de ir andando.
| O silêncio e a ausência de presença |
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